
Este Verão viveu-se em constante sobressalto. Sobretudo no final de Julho e durante a primeira quinzena de Agosto, raros foram os dias em que se respirou ar puro e no horizonte mais próximo não se sentiu a ameaça de grandes incêndios.
Na margem sul do Rio Mondego ardeu tudo desde a ponte que liga a estrada de Nelas a Seia até à ponte Palhês. Daí em diante passou a ser a margem norte do rio Mondego onde o fogo consumiu a floresta das freguesias de Santiago de Cassurrães, Povoa de Cervães, Abrunhosa-à-Velha, Chãs de Tavares e Várzea de Tavares no Concelho de Mangualde. Em São João do Monte próximo de Vila Ruiva, no concelho de Nelas, também ardeu a encosta norte do vale do Rio Mondego.
Ao longe, na encosta de Serra da Estrela durante vários dias avistavam-se linhas de fogo com vários quilómetros de extensão a incinerar o parque natural. Aquele inferno parecia não ter fim.