As Minas da Cunha Baixa
Com o aumento da procura do urânio nos mercados internacionais, devido ao interesse emergente pelo nuclear, este passou a ser o elemento mais explorado.
Os minérios de urânio no seu estado natural, são pobres e de baixa concentração química. Para a sua concentração eram sujeitos a tratamentos de enriquecimento por lixiviação estática (injecção de ácido sulfúrico nos minérios pobres para extrair óxido de urânio), utilizando a corta como cuba de ataque. As soluções eram recolhidas na galeria imediatamente inferior ao fundo da corta para depois se proceder à bombagem para a superfície, onde o urânio era recuperado por permuta iónica em leito fluidizado. As resinas resultantes eram então transportadas para a Oficina de Tratamento Químico (OTQ) da Urgeiriça.
Como resultado da utilização indevida de águas para rega provenientes da estação de tratamento de esgotos da mina, e de nascentes com origem nas escombreiras, os solos foram contaminados.
Há imposições legais que obrigam à requalificação das zonas mineiras, impedindo que se encerrem minas como se fossem meras empresas. Os antigos espaços mineiros têm de ficar como eram antes do início da actividade.
Os sucessivos governos e a constante mudança das entidades responsáveis, têm gasto o dinheiro do Orçamento de Estado e fundos comunitários destinados a estas acções em: estudos prévios, estudos radiológicos, estudos diversos, projectos, monitorizações, rastreios, amostras, análises de radões, catiões e aniões, etc…
Na Cunha Baixa, até à data, pouco ou nada se fez para minorar este grave problema.
Quantos anos mais vão ter que passar?