02 Maio 2008

Futebol, anos 40 do século passado!


Recebemos, do velho baú da nossa leitora Madalena Martins, a foto da gloriosa equipa de futebol que Abrunhosa do Mato teve na década de 40 do século passado. Estes jovens da época abrilhantaram muitas tardes de domingo, no velho campo dos olivais. Nessa época a estrada para Mangualde ainda era pelo caminho do Portinho, passando pelas alminhas e os carros que havia na aldeia deveriam contar-se pelos dedos de uma mão, pelo que os domingos eram passados a ver futebol.
Na foto encontramos, na frente e da esquerda para a direita: António Rodrigues (ponta direita), António Saúde (mais tarde guarda redes), Juvenal Marques (avançado centro, Vítor Martins), António Martins “canhoto” (o terror dos guarda redes); De pé: António Lourenço (bandeirinha), Fernando Rodrigues (defesa), José Abrantes (defesa), Armando “ferrador” (capitão), Artur Pires (defesa), António Rodrigues (guarda redes), Adelino Matias (defesa).

20 Abril 2008

CDS-PARTIDO POPULAR - Nº 07 NOTA DE IMPRENSA 18/04/2008

CDS-PARTIDO POPULAR

Nº 07 NOTA DE IMPRENSA 18/04/2008


BARRAGEM DE GIRABOLHOS
ou
BARRAGEM DE ABRUNHOSA DO MATO-GIRABOLHOS?

- Em vez de embandeirar em arco, a Câmara deve lutar para que a barragem inclua o nome de Abrunhosa do Mato -

No momento em que se multiplicam as tentativas (das hostes do poder laranja em Mangualde e também da oposição socialista) de aproveitamento político da decisão de construção da dita Barragem de Girabolhos, da qual foi hoje lançado o concurso público, entende o CDS-PP chamar a atenção dos Mangualdenses para o facto de, até ao momento, nenhuma das forças políticas referenciadas e também e principalmente (até pelas responsabilidades institucionais que lhe cabem…) a Câmara Municipal de Mangualde, ter assumido a defesa de que a barragem venha a adoptar o nome de BARRAGEM DE ABRUNHOSA DO MATO-GIRABOLHOS, ao invés do anunciado Barragem de Girabolhos, no respeito por expectativas criadas desde há dezenas de anos e, diga-se, pela localização de facto da dita barragem, afinal projectada para bem mais perto de Abrunhosa do Mato, que de Girabolhos, não parecendo relevar o facto de no local confluir, pela margem esquerda, a pequena ribeira de Girabolhos.

Dá-se mesmo o caso de, do lado de Abrunhosa do Mato, existir caminho transitável, feito visando este objectivo, até ao local da Barragem, o que não pode deixar de ter um significado.

E não se trata de uma mera questão de bairrismo, nem estamos perante uma questão menor!
De facto, sendo a Barragem óbvio factor de desenvolvimento regional, o seu impacto local será tanto maior para as populações das suas margens, quanto puder ser”vendida”/promovida a “marca” (o nome) das povoações que servirão de apoio às actividades que se potenciarão, sejam de ordem estritamente económica, sejam de ordem turística e, como tal, social.

E, manifestamente, deixar que vingue Girabolhos (concelho de Seia – freguesia de Girabolhos), deixando no esquecimento Abrunhosa do Mato (concelho de Mangualde – freguesia de Cunha Baixa), afinal o concelho onde se verificarão maiores impactos (envolvendo as freguesias de Cunha Baixa, Santiago de Cassurrães, Póvoa de Cervães e Abrunhosa-a-Velha), já que, na margem esquerda, tais impactos se distribuirão por Seia e Gouveia, será permitir que, por razões que a razão desconhece e por claro mas injustificado e imperdoável desinteresse, outros aproveitem em exclusivo do que, legitimamente, deverá ser partilhado.

As populações de Abrunhosa do Mato têm a isso todo o direito.

Compete aos responsáveis políticos garantir o reconhecimento de tal direito e, como tal, a mudança do nome anunciado para o de BARRAGEM DE ABRUNHOSA DO MATO-GIRABOLHOS.

As populações julgá-los-ão pelo que, agora para o facto alertados, se interessarem por fazer!

Ao CDS-PP reconhecerão o papel determinante que entendemos assumir em termos da promoção e desenvolvimento do nosso Concelho e das populações que nos habituámos a servir.

Mangualde, 18 de Abril de 2008
Comissão Política Concelhia de Mangualde do CDS-PP


José Carlos Almeida Ribeiro
(Presidente da Comissão Política)


PS:
Se tiver interesse em conhecer em pormenor o projecto da Barragem, entre em:

http://www.inag.pt/images/diversos/temporario/Seguranca_de_barragens/PNBEPH_Anexo08_Girabolhos.pdf
Ao longo de 31 páginas vai poder tomar contacto com:
1 - Caracterização do Aproveitamento
2 - Aspectos económicos
3 - Aspectos sociais e ambientais
Desenhos (vários)
__________________
Tendo sido colocado como comentário num artigo no Blog da Abrunhosa do Mato e por ser importante, é dado o destaque merecido publicando-o na íntegra.

Como não são públicas nem conhecidas quaisquer medidas tomadas pela nossa Autarquia no que se refere à construção da Barragem de Abrunhosa do Mato – Girabolhos, tanto no sentido de se acautelar eventuais prejuízos ou benefícios às populações envolvidas, desconhecendo-se quaisquer reuniões tidas ou agendadas, tomadas de posição conjuntas ou individuais entre autarcas dos municípios, de forma a salvaguardarem as populações em causa, bem como novos projectos e acessibilidades que este projecto poderá potenciar, lamenta-se que as forças políticas até à data nada prenunciem e nada informem.

Parece andarem em êxtase pela grandiosidade do projecto, esquecendo-se que este envolve os cidadãos dos Concelhos que abrange, que merecem amplos esclarecimentos e uma posição firme por parte dos responsáveis que se elege.

06 Abril 2008

Prospecção de petróleo no Sr. do Calvário (O Dia das Mentiras)

Como é evidente o artigo anteriormente publicado no blog é uma brincadeira do dia das mentiras.

Sem querer ferir susceptibilidades pretende apenas alertar para a necessidade de se elaborar um plano de salvaguarda para a Capela do Sr. do Calvário e de toda a sua envolvente.

Se já existisse o referido plano, poder-se-ia ter evitado que se tapasse o muro de granito do adro que cerca a capela setecentista com betão pintado de branco e lhe fossem colocados modernos azulejos. Que dentro do adro fossem colocado postes ou fios de iluminação pública no ar ou um enorme poste metálico de suporte a carrilhões electrónicos com relógio, como se de uma capela moderna se tratasse.

É certo que os melhoramentos são sempre feitos com muita dedicação, boa vontade, sacrifício e fé. Mas a continuar sem um plano de salvaguarda, a capela do Sr. do Calvário corre o risco de ficar descaracterizada, resultado de algumas intervenções desajustadas a que tem sido sujeita no decurso do tempo.

01 Abril 2008

Prospecção de petróleo no Sr. do Calvário

Há boas perspectivas para a descoberta de uma importante jazida de petróleo no adro da capela do Sr. do Calvário. Por isso ir-se-á proceder em breve à sua prospecção.

Os vestígios de petróleo apareceram durante os trabalhos de perfuração para as fundações das estruturas metálicas dos carrilhões oferecidos por beneméritos, recentemente colocados no adro da capela.

Havendo grande probabilidade de aparecer um vasto lençol do precioso fluido, a Junta de Freguesia já manifestou intenção de se candidatar à concessão da exploração que se prevê arrancar já em finais de 2009. Para tal está a desenvolver esforços no sentido de constituir uma parceria público-privada para poder concorrer.

Alguns pastores descontentes por recearem o aparecimento de mais torres e que os rebanhos embatam à marrada nas plataformas de perfuração a quando da festa de São Marcos (dia 25 de Abril), afirmam:

- É bem possível que as chibas durante a tradicional corrida para “amansar” em volta do adro da capela se esbarrem nas estruturas de ferro, quando estiverem extasiadas.

Que grande trapalhada!...
Enfim!... Tempos “modernos”…

24 Março 2008

FALECEU O SR. AMÍLCAR ABRANTES

O fim dos inseparáveis - Amílcar e Virinha.
A maior história de amor que esta aldeia conheceu

Com 91 anos, faleceu no dia 4 de Março de 2008 o Sr. Amílcar Abrantes, pessoa muito estimado nesta localidade. Era viúvo da Sr.ª D. Elvira Morais Abrantes, falecida aos 81 anos.

Enquanto vivos consideravam-se sempre o casal mais feliz do mundo. Por se tratar dum caso de amor inédito neste lugar, vale a pena recordarmos um pouco da sua vida. A sua juventude ainda está bem presente na lembrança das pessoas idosas desta terra.

Nascidos os dois em 1916, nesta aldeia, ela filha dum considerado proprietário e ele filho do mestre alfaiate e Regente da saudosa Filarmónica Abrunhosense. Amílcar e Virinha cedo se apaixonaram e foram protagonistas da maior história de amor que há memória nesta região. Tudo começou aos sete anos de idade quando se encontraram na Escola Primária, na mesma professora. Entreolharam-se várias vezes, sorriram, e logo se tornaram muito amigos, os dois colegas de escola preferidos.

O Amílcar que aos sete anos já tocava flautim na Filarmónica Abrunhosense e já sabia ler e escrever correctamente começou a ensinar a Virinha em todos os trabalhos escolares.

O tempo foi passando. A simpatia, a amizade e a afeição aumentaram dia a dia, os sorrisos continuavam a todo o momento e o amor foi-se apoderando dos seus ainda inocentes corações sem eles darem por isso. Era o início dum amor sem igual, o amor mais forte e sincero do mundo. Levaram assim todo o tempo de escola e nunca mais se separaram, nem um só dia, durante toda a sua vida.

Foram dois alunos brilhantes e aos dez anos fizeram o exame da 4ª classe com distinção.

Ora, feito o exame terminou a escola e foi então que o amor explodiu e começou o sofrimento. No dia seguinte as saudades eram tantas que logo se encontraram junto da casa da Virinha e ali, numa das suas janelas laterais, ocultas pela ramagem duma frondosa figueira, eles desabafaram tudo o que sentiam nos seus corações.

Eram dois jovens felizes, tinham descoberto que, afinal, tudo o que existia entre eles desde crianças era amor, coisa que eles desconheciam até esse dia: Mas um amor tão puro, tão sincero e tão verdadeiro que não podiam viver um sem o outro. Então, muito em segredo mutuamente que nunca se deixavam, juraram amor eterno, juraram fidelidade mútua e cumpriram a sua palavra.

A partir desse momento eles ficaram a considerar-se um do outro para sempre, o seu amor era sagrado e ninguém mais no mundo conseguiu afastá-los. O futuro de Amílcar e Virinha ficou ali traçado, por eles próprios, aos dez anos de idade.

Os familiares do Amílcar sentiam-se orgulhosos pois todos adoravam a Virinha pela sua beleza e simplicidade. Vê-la na sua família seria um enorme prazer. Do outro lado, os familiares da Virinha, esses sentiam se preocupados porque estas crianças ainda não tinham idade para namorar, mas tendo já conhecimento destes amores desde o início da escola, sabendo também que estas afeições de crianças enfeitiçam os seus corações para toda a vida e vendo que eles eram dignos um do outro, os pais da Virinha confiaram na filha e não ousaram contrariá-la porque o amor de crianças é verdadeiro e só aparece uma vez na vida.

O Amílcar aprendeu a profissão de alfaiate com seu pai e seus irmãos e a Virinha aprendeu a costureira com a melhor modista da terra. Desde a escola até ao casamento, durante dez anos, nunca passaram nem um só dia sem namorar e sem uma única zanga. Na povoação não havia memória dum amor assim e a partir dos seus dezassete anos então é que toda a população da aldeia ficou ciente que Amílcar e Virinha eram inseparáveis.

Ninguém conseguiu afastá-los.

Naquele tempo a riqueza contava muito, havia até um ditado popular que dizia: "vale quem tem". Ora, a Virinha com as suas dezassete primaveras era uma jovem maravilhosa, um encanto de rapariga, muito bonita; prendada e possuidora de grandes virtudes. Perante tudo isto alguns rapazes ricos, filhos de famílias abastadas, não resistiram e pensando tirar proveito desse seu privilégio, da riqueza, tentaram tudo o que estava ao seu alcance para conquistarem a Virinha propondo-lhe casamento imediato e um futuro cheio de regalias. Mas, tudo em vão. Ninguém o conseguiu.

A Virinha recusou tudo e todos, dizendo: "Quem manda no meu casamento é o meu coração, é o amor e não a riqueza." E assim foi. Amílcar e Virinha amavam-se desde crianças, casaram aos vinte anos com todo o respeito e dignidade que nesse tempo eram exigidos e foi o casal mais feliz do mundo. Logo após o casamento o Sr. Amílcar tirou o curso de Regente Escolar. Entre oitenta concorrentes foi o segundo melhor classificado e esteve a dar aulas aqui bem perto, na escola Primária da vizinha povoação de Vila Ruiva. Ele professor e a esposa costureira viviam maravilhosamente, mas não se ficaram por aqui. Entretanto seus irmãos mais velhos emigraram para Congo Belga, e ao fim de alguns anos como professor os inseparáveis Amílcar e Virinha seguem o mesmo caminho. Ausentaram-se também para o dito Congo Belga chamados por seus irmão.

Lá viveram algum tempo, a vida correu-lhes bem, nasceu lá o seu filho e logo que ele chegou à idade escolar regressaram definitivamente a Portugal para ele aqui fazer os estudos superiores. Nessa altura a D. Virinha foi a primeira senhora que aqui se viu, nesta aldeia, a conduzir um automóvel. Naquele tempo, aqui, nem os homens conduziam pois os carros eram raríssimos. Mandaram construir a sua moradia perto dos seus familiares e cá ficaram a viver felizes, sempre como dois namorados, nos mesmos lugares da sua infância.

Passados alguns anos o Sr. Amílcar e seus irmãos Ilídio e Virgílio sem dúvida os três melhores músicos de sempre que houve em Abrunhosa do Mato, ainda organizaram o afamado Agrupamento Musical "Irmãos Abrantes" que tanto nos deliciou com a sua música popular durante alguns anos.

Aquele amor tão forte, tão profundo, que prendeu Amílcar e Virinha na sua juventude manteve-se sempre com a mesma vivacidade, no fundo dos seus corações, durante todo o seu viver. Eles não podiam contrariar-se. O amor estava sempre acima de tudo.

O seu caderno de memórias, onde eles recordam pormenorizadamente toda a sua vida, é um verdadeiro romance de amor e devia ser publicado para que as futuras gerações abrunhosenses conhecessem sempre a maior história de amor que há memória, passada na sua aldeia. Ainda em vida, os dois, eles mandaram fazer uma lápide para ser colocada sobre a sua campa, no cemitério de Abrunhosa do Mato, depois da morte do último. Nessa lápide, agora exposta no seu devido lugar, eles deixaram bem gravada toda a sua vida nesta simples inscrição:

Elvira e Amílcar
Amor sem igual

Dez anos, éramos crianças
Na escola nos apaixonamos
Foi um amor tão profundo
Que não mais nos separámos

Fomos o casal mais feliz
De toda a humanidade e
O nosso amor continua
Também na eternidade

Paz às suas almas e sentidas condolências a toda a família, em particular ao seu filho, Eng.º António Joaquim Morais Abrantes, casado com a Dra Maria Fernanda Rebelo Abrantes e aos seus três netos, Eng.º Pedro Miguel, Dr.ª. Maria Cristina e a jovem Ana Filipa, residentes em Vila Nova de Famalicão.

...

Nota: Sendo desejo do finado, que este texto fosse divulgado após a sua morte, como testemunho do amor que o uniu à sua esposa. O Blog da Abrunhosa do Mato publica-o neste artigo, enviando sentidas condolências a todos os seus familiares.

04 Março 2008

Lançamento de livro

O nosso conterrâneo Dr. António Luís Marques Tavares publica mais um livro de investigação histórico-arqueológica.

Com o título “Sepulturas Escavadas na Rocha nas Freguesias de Cunha Baixa e Espinho – contributos para a História da Alta Idade média numa micro-região”, o autor pretende explorar as últimas tendências de estudo/investigação nesta área e tenta criar ilações hipotéticas sobre o povoamento nestas duas freguesias desde os tempos mais remotos.

O lançamento da Obra decorreu no dia 2 de Março de 2008, nas instalações do Grupo Cultural e Recreativo de Santo Amaro de Azurara, tendo estado presente um número significativo de participantes e individualidades ligadas a esta área do saber.

Para dar um cheirinho, ficam aqui registadas fotos de três das sepulturas referenciadas na obra agora publicada e que já tiveram artigo no Blog do Autor (NeoArqueo), de onde foram extraídas e no qual os leitores podem saber mais um pouco sobre elas.

A primeira, encontra-se localizada na Abrunhosa do Mato na zona da Carvalha Gorda.
A segunda, na Cunha Baixa, no Curtinhal, junto às antigas minas.
A terceira e última, está localizada na zona da Cova da Moura em Vila Nova de Espinho.

O Blog da Abrunhosa do Mato dá os parabéns ao autor, desejando-lhe muito sucesso com este novo trabalho (que já é o terceiro sobre o tema). Ao Grupo Cultural e Recreativo de Santo Amaro de Azurara que editou o primeiro livro do projecto "Património Vivo", votos de muito sucesso.

É pena que este lançamento não tenha decorrido em Abrunhosa do Mato, no CRDA (Centro Recreativo e Desportivo Abrunhosense). Bem podia prestar-se a desenvolver actividades deste tipo.

Também se espera que esta obra sirva para chamar a atenção para a necessidade de uma melhor preservação e divulgação destes monumentos.


BRAVO DR. ANTÓNIO LUÍS MARQUES TAVARES!!!

24 Janeiro 2008

Barragem de Girabolhos - Será que é desta?

No dia 7 de Dezembro de 2007 foi apresentado pelo Ministro do Ambiente, Nunes Correia, o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH), onde se prevê para o Rio Mondego a construção da barragem de Girabolhos.

Agora, com novo projecto, eis as principais características de aproveitamento do potencial hídrico da barragem de Girabolhos, inserida na cascata do Rio Mondego, que será precedida a montante pela igualmente anunciada barragem de Asse-Dasse e a jusante pela futura barragem de Midões, todas antes da Aguieira:

- Custo aproximado de 102 milhões de euros;

- Abóbada em betão, com uma altura de 87m a uma altitude de 307m destinada a reter água à cota de 300m e com um coroamento em curva ao longo de 460m;
-Albufeira com uma capacidade total de armazenamento de 143 hm3 que inundará uma superfície de 5,24km2 à quota máxima;

- Circuito hidráulico constituído por um túnel de 5,8 quilómetros e 5,5m de diâmetro com queda nominal de 114m a 70m3/s,


- Central hidroeléctrica em caverna com uma potência instalada de 72 Megawatts (99 Gwh/ano) situada próxima do local de restituição ao rio.









Fonte: IMAG

Agora que tanto se fala no aquecimento global e em diversificar as fontes energéticas, que se investe e evolui nos aproveitamentos eólicos sobretudo no advento que são as turbinas MagLev (com desempenhos elevados), nos índices de CO2 que as barragens afinal também libertam, nas quotas de CO2 impostas como metas ambientais, na necessidade de preservação da biodiversidade e do habitat de espécies - será que faz sentido construírem-se mais barragens?

Para uns seria bom que se descobrissem "gravuras rupestres" no vale do Mondego (se bem que não se sabe se existem pois nunca se procurou - sabe-se lá!? …); ponderando os custos e os benefícios que possa trazer a construção da barragem de Girabolhos outros acham que, já devia estar feita há mais de 50 anos e que devia trazer novas acessibilidades condignas à outra margem. Que se entendam, pois ainda não se vislumbra a descoberta da fusão nuclear a frio para já e a factura energética é cada vez maior.

Com tantos projectos, intenções, hesitações e adiamentos, os habitantes de Girabolhos até já dizem que deve ter sido uma praga rogada pelos Abrunhosense que sentindo-se injustiçados por não verem o nome da sua terra atribuído à barragem, por inveja lhe lançaram uma macumba qualquer para impedir a sua construção, não fosse a Abrunhosa do Mato o local mais próximo da anunciada barragem.

Uma coisa é certa: este e outros projectos para o rio Mondego, Abrunhosenses, Girabolhenses e os outros habitantes das localidades afectados pelas albufeiras, são como São Tomé – ver para querer. Só quando começarem a ver subir os paredões das barragens é que acreditarão que vão mesmo existir novas barragens no rio Mondego.

E os leitores? Concordam ou discordam com este projecto?
Acham que é desta que se constrói a barragem ou será mais um projecto para a gaveta?

08 Janeiro 2008

1ª Exposição de Pintura de António Luís Marques Tavares


Revelação


Esta a decorrer entre 2 e 31 de Janeiro de 2008 no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria, em Carregal do Sal, uma exposição conjunta de pintura de António Tavares e Ângelo Marques.

Os trabalhos destes artistas poderão ser observados de Terça a Domingo entre as 10:00 e as 12:00 horas e as 14:00 e 16:00.

Ao Dr. António Luís Marques Tavares, nosso conterrâneo, já lhe conhecíamos a veia artística no domínio da música, bem como a elaboração de excelentes trabalhos no domínio da História – Arqueologia, onde se podem ver bons desenhos de achados arqueológicos. Mas esta nova forma de expressão artística que agora tem a oportunidade de nos mostrar é uma verdadeira revelação.


Dados Biográficos dos Artistas

António Luís Tavares nasceu em Mangualde a 6 de Fevereiro de 1964. Desde cedo manifestou um gosto especial pelas artes. A guitarra foi o instrumento que o fez ingressar em diversos movimentos culturais dos anos 80. Os extintos Irmãos Abrantes ", "Duo do Colete", o Grupo de Fados de Mangualde e o "Trio só falta a Mãe" foram e constituem hoje as ligações musicais mais fortes.
No seu percurso académico foi na Universidade de Coimbra que em 1986 concluiu a Licenciatura em História – Arqueologia. Deixou desde logo marcas na investigação com a publicação de alguns livros de arqueologia enquanto estudante. Depois seguiram-se mais publicações e aguarda-se para Fevereiro de 2008 a sua última publicação.
Porém, a linguagem pictórica e escultórica sempre o fascinaram. Frequentando desde sempre os mais diversos ambientes artísticos, influenciado pelos grandes mestres, foi Picasso que lhe acordou o instinto.
Convivendo de perto com artistas como António Ferreira, Ângelo Marques, Carlos Pereira e Francisco Trigueiro, entre outros, o passo decisivo para finalmente pegar no pincel e dedicar-se às telas aconteceu em 2006, após a sua visita ao Museu do Prado e ao Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid.
António Luís Tavares transporta para as telas a exultação, a cor e os temas que; supondo um "cubismo fora de época", deixam transparecer uma versati1idade, uma plasticidade que constituem uma verdadeira proposta estética
Assinando como "António Luís” e como “Tavares" expõe pela primeira vez ao público neste espaço.

Ângelo José Andrade Marques, nasceu a 10 de Agosto de 1963, em Canas de Senhorim, passando a residir em Carregal do Sal, desde 1987.
O gosto pela pintura revelou-se cedo, ainda na adolescência, cujos dotes artísticos viria a desenvolver quando passou a frequentar o curso de Artes Plásticas no então FAOJ em Viseu.Porém a escassez de tempo disponível e a sua ocupação profissional foram adiando o percurso o percurso da sua actividade artística. Todavia, no alvor deste século o autor retomou a actividade de pintura como forma de expressão de sentimentos, emoções e sensações. Tal como proclamaram os orfistas do movimento de arte abstracta a cor também representa para o autor, "forma e tema".

Parabéns António Tavares e Ângelo Marques.
O Blog da Abrunhosa deseja-vos muito sucesso.

Noite de Consoada na Abrunhosa Do Mato

Sendo uma terra de emigrantes no Natal a Aldeia enche-se sempre de gente.

Aproveitando para fazer umas curtas férias para passar o período das Festas com as suas famílias, descansar e rever amigos, eis que de todo o lado chegam Abrunhosenses.

Depois de uma consoada bem manjada com o tradicional bacalhau e couves, regados pelos nossos deliciosos tintos, come-se a filhós ou rabanada.

Depois das doze badaladas do sino da Igreja faz-se a troca de presentes. Não são só as criancinhas que gostam deste momento... Mesmo sendo apenas uma simbólica prendinha de Natal é sempre uma surpresa que todos gostam de dar ou receber.

Mais tarde muitos rumam às grandes fogueiras feitas de raízes e troncos de pinheiro.
Por lá encontram-se sempre familiares e amigos. Também há sempre garrafões, pão e chouriças ou adegas por perto para se ir bebendo e petiscando pela noite dentro.


Dedicado a todos aqueles que neste ano não puderam estar presentes e desejando-lhes um:
BOM ANO DE 2008

06 Janeiro 2008

O Presépio de Natal da Cunha Baixa

MAGNÍFICO...